segunda-feira, 21 de maio de 2012

O MOSQUITO, O CAMELO E A RAPOSINHA

Por José Francisco da Silva

Há grande diferença entre pecadO e pecadoS e esta diferença não está no grau, se singular ou plural. O primeiro é um mal que está enraizado em toda alma humana desde sua queda, por meio da desobediência, no princípio, quando Deus fez o primeiro casal. O segundo trata-se do fruto ou ações advindas por o homem estar contaminado com o primeiro.

Mas não quero falar sobre a diferença entre os dois; apenas os citei para esclarecer que ambos são bem distintos e que Deus tem formas diferentes de tratar com cada um. Meu objetivo é esclarecer aos leitores sobre o quão grave é dimensionar os pecados (ações), acreditando que seu grau de destruição ou nocividade está atrelado ao seu tamanho. Como conseqüência para nós, ou seja, nossa colheita por semear na carne - ou pecarmos – (Gl 6:8), é claro que tem grande diferença; mas para Deus, pecado é pecado. Falar mal de alguém fere tanto a santidade de Deus quanto esbofeteá-lo. Em Mateus 23:24 Jesus dá um exemplo de que tanto um quanto o outro são vistos por Deus como graves e indistintos quando diz para os fariseus: ” ...Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!” Ou seja, os fariseus se importavam com coisas que consideravam pequenas (coavam mosquito) e desprezavam as grandes (engolis camelo). Vemos claramente aqui Jesus dimensionando o pecado, mas mantendo para ambos o mesmo grau de perigo e ofensa á santidade de Deus.

O que ocorre conosco hoje é o contrário: Coamos os camelos e engolimos os mosquitos. Os pecados que consideramos crassos, desses nos afastamos e dificilmente (?) caímos nele. Porém, temos o grave erro de não considerar pecado aquilo que verdadeiramente é e com isso desagradamos a Deus, entristecemos Seu Espírito e atravancamos nosso crescimento espiritual e vida de santidade.
Isso ocorre porque pesamos os pecados em nossas próprias balanças e medimos com cânones humanos para de alguma forma, satisfazermos nossos desejos pecaminosos, enganando-nos e pensando estar enganando a Deus. Ao invés disso, deveríamos ver o pecado pela “lupa” das Escrituras e medi-los com o Cânon da Palavra de Deus. A falta desta percepção em nós indica o quanto estamos alheios aos ensinamentos e conhecimentos da voz de nosso Senhor.

Fico sinceramente triste quando vejo no facebook (de pessoas que se dizem evangélicas), palavras e imagens que nitidamente envergonham o Evangelho e entristecem a Deus. Fico deveras preocupado quando ouço ou leio alguém afirmar que não há mal algum em ouvir a música “Ai se eu te pego” de Michel Teló. Esta música faz apologia ao sexo banal e mundano. Esta música – assim como as demais do gênero – são fomentadas pelo diabo nos corações de quem as compõem e cantam. Se não estão percebendo isso é porque estão longe da Luz que clareia para mostrar. Sinceramente vejo um camelo de todo tamanho enquanto muitos, nem mosquito estão vendo.

Quem causa maiores danos à vinha? Uma raposinha ou um rapozão? De imediato achamos que uma raposa adulta causa mais danos. No entanto, por não considerarmos os prejuízos que uma raposinha pode causar, a deixamos à vontade e, quando nem percebemos, o estrago já está feito. No Livro de Cantares há um verso que diz: ...Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor (Ct 2:15).

Querida amiga e amigo, seu coração - em Jesus - deve estar florindo ou florido. Não permitas que seu lindo vinhedo seja devastado pelo pecado. Se ele se apresentar como um camelo ou grande raposa, pelo conhecimento do Evangelho, extirpa-os. Se ele se apresentar sorrateira e sutilmente em forma de mosquito ou raposinha, use a mesma arma! Use a Palavra de Deus e viva uma vida que agrade a Deus, uma vida de santidade. Deus te dê forças e te abençoe!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publica em breve! Aguarde um pouco enquanto verifico seu teor. Obrigado pela visita!