segunda-feira, 19 de março de 2012

A MENINA E O REI



Esta menina de quem falarei é aquela cujo proceder encontra-se no Segundo Livro dos Reis de Israel, capítulo 5. A Bíblia não revela seu nome nem sua idade. Por causa da desobediência de Israel, Deus se utilizou da espada de alguns povos para levar Seu juízo como castigo sobre o Seu povo. Neste caso específico, antes de falar desta menina, é preciso enfatizar que Deus se utilizara da Síria para levar o castigo a Israel, mais precisamente usando a força e garra de um grande general sírio chamado Naamã. As tropas da Síria saíram e venceram em guerra a Israel e de lá, levando despojos e escravos, levaram esta menina de quem falamos hoje. Ela foi levada por Naamã e entregue à sua mulher para servir-lhe como escrava doméstica. Acreditamos que pelo serviço que ela prestava à sua senhora, ela poderia ser uma adolescente, no máximo, e também por a Bíblia classificá-la simplesmente como “menina”.
     Aquela menina era escrava, estava longe de seus pais e irmãos, longe de sua terra, de sua cultura, de seus brinquedos e brincadeiras... Mas ela não estava longe de seu Deus. Com certeza, da mesma forma que ela se conduzia diante de seu Deus lá em Israel, não se deixou abater por causa de sua situação e continuava crendo em seu Deus e prestava-Lhe culto e adoração em seu coração. Pela leitura da Bíblia entendemos que ela era esperta: Enquanto trabalhava ficava atenta às conversas, aos acontecimentos domésticos, aos problemas de Naamã e de sua mulher.
     Foi sendo esperta assim que ela descobriu que um dos maiores problemas por que aquela família passava era o fato de que seu senhor, Naamã, ser leproso. Aquela menina conhecia (de verdade!) o seu Deus e mesmo estando longe de tudo e de todos, não estava longe dEle. Ela se lembrou que lá em sua terra Deus usava um profeta chamado Elizeu. Então o que foi que ela fez? Será que ficou quietinha pensando: “- Já que me trouxeram pra cá como escrava... eles têm é que sofrer mesmo; tomara que morram todos, vou é ficar calada! Não, ela não pensou assim! Ela procurou sua senhora e contou pra ela que se Naamã fosse lá na sua terra o profeta invocaria o seu Deus e ele sararia de sua lepra. A mulher de Naamã o fez saber dessas coisas, e a ansiedade de ficar purificado daquela lepra o fez procurar o rei e pedir permissão para ir à Samaria procurar o tal profeta.
     Aqui é que entra a figura do rei, não do rei da Síria, mas do rei de Israel. Antes de ir para Israel se apresentar ao profeta para ser curado, o rei da Síria escreveu uma carta para que Naamã apresentasse ao rei de Israel. Com certeza o rei da Síria pensava que o rei de Israel saberia o que fazer com Naamã; pensava que ele conhecesse o Deus e o profeta de quem aquela menina havia falado.
     Agora é que vem o contraste! Quando esta carta chegou às mãos do rei de Israel, ele rasgou as suas vestes e disse: “Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo”. O rei de Israel ficou desesperado, com medo. Pensou até que aquilo era um pretexto do rei da Síria para romper um acordo de paz entre ambos. Percebam a diferença de atitudes: A menina era de Israel, sua condição era de escrava, mas conhecia e cria em seu Deus enquanto que aquele rei também era de Israel, não estava escravizado, mas não tinha o mínimo conhecimento sobre o Deus de Israel, embora fosse do seu conhecimento que Deus agia em Israel por meio do profeta Elizeu. Eclesiastes 4.13 diz: Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que já não se deixa admoestar.”
     Entendemos, portanto, amados que não importa a nossa posição social ou a forma como as pessoas nos vêm. O que importa mesmo é como nós agimos movidos pelo conhecimento que temos de Deus. A menina escrava se portou com sabedoria e o rei como um tolo.  
     Diante das dificuldades que se nos apresentam em nosso dia a dia, devemos confiar em Deus e crer que Ele pode nos abençoar não importa onde estejamos ou em quais circunstâncias nos encontramos. Deus te abençoe!

2 comentários:

  1. Parabéns pela iniciativa...serei um fiel propagador desta ideia fascinante:"Anunciar Jesus".
    Parabéns e que Deus te dê uma mente brilhante, mente brilhante cria pessoas fascinantes.

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  2. Bom dia,querido presbítero!
    Fico feliz por mais este espaço de bênçãos na Net!
    Que Deus sempre o ilumine e dirija seus passos!

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