Esta menina de quem falarei é aquela cujo proceder
encontra-se no Segundo Livro dos Reis de Israel, capítulo 5. A Bíblia não
revela seu nome nem sua idade. Por causa da desobediência de Israel, Deus se
utilizou da espada de alguns povos para levar Seu juízo como castigo sobre o
Seu povo. Neste caso específico, antes de falar desta menina, é preciso
enfatizar que Deus se utilizara da Síria para levar o castigo a Israel, mais
precisamente usando a força e garra de um grande general sírio chamado Naamã.
As tropas da Síria saíram e venceram em guerra a Israel e de lá, levando
despojos e escravos, levaram esta menina de quem falamos hoje. Ela foi levada
por Naamã e entregue à sua mulher para servir-lhe como escrava doméstica.
Acreditamos que pelo serviço que ela prestava à sua senhora, ela poderia ser
uma adolescente, no máximo, e também por a Bíblia classificá-la simplesmente
como “menina”.
Aquela menina era
escrava, estava longe de seus pais e irmãos, longe de sua terra, de sua cultura,
de seus brinquedos e brincadeiras... Mas ela não estava longe de seu Deus. Com
certeza, da mesma forma que ela se conduzia diante de seu Deus lá em Israel,
não se deixou abater por causa de sua situação e continuava crendo em seu Deus
e prestava-Lhe culto e adoração em seu coração. Pela leitura da Bíblia
entendemos que ela era esperta: Enquanto trabalhava ficava atenta às conversas,
aos acontecimentos domésticos, aos problemas de Naamã e de sua mulher.
Foi sendo esperta
assim que ela descobriu que um dos maiores problemas por que aquela família
passava era o fato de que seu senhor, Naamã, ser leproso. Aquela menina
conhecia (de verdade!) o seu Deus e mesmo estando longe de tudo e de todos, não
estava longe dEle. Ela se lembrou que lá em sua terra Deus usava um profeta
chamado Elizeu. Então o que foi que ela fez? Será que ficou quietinha pensando:
“- Já que me trouxeram pra cá como
escrava... eles têm é que sofrer mesmo; tomara que morram todos, vou é ficar
calada! Não, ela não pensou assim! Ela procurou sua senhora e contou pra
ela que se Naamã fosse lá na sua terra o profeta invocaria o seu Deus e ele sararia
de sua lepra. A mulher de Naamã o fez saber dessas coisas, e a ansiedade de
ficar purificado daquela lepra o fez procurar o rei e pedir permissão para ir à
Samaria procurar o tal profeta.
Aqui é que entra
a figura do rei, não do rei da Síria, mas do rei de Israel. Antes de ir para
Israel se apresentar ao profeta para ser curado, o rei da Síria escreveu uma
carta para que Naamã apresentasse ao rei de Israel. Com certeza o rei da Síria
pensava que o rei de Israel saberia o que fazer com Naamã; pensava que ele
conhecesse o Deus e o profeta de quem aquela menina havia falado.
Agora é que vem o
contraste! Quando esta carta chegou às mãos do rei de Israel, ele rasgou as
suas vestes e disse: “Acaso, sou Deus com
poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu
curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper
comigo”. O rei de Israel ficou desesperado, com medo. Pensou até que aquilo
era um pretexto do rei da Síria para romper um acordo de paz entre ambos.
Percebam a diferença de atitudes: A menina era de Israel, sua condição era de
escrava, mas conhecia e cria em seu Deus enquanto que aquele rei também era de
Israel, não estava escravizado, mas não tinha o mínimo conhecimento sobre o
Deus de Israel, embora fosse do seu conhecimento que Deus agia em Israel por
meio do profeta Elizeu. Eclesiastes 4.13 diz: “Melhor é o jovem
pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que já não se deixa admoestar.”
Entendemos,
portanto, amados que não importa a nossa posição social ou a forma como as
pessoas nos vêm. O que importa mesmo é como nós agimos movidos pelo
conhecimento que temos de Deus. A menina escrava se portou com sabedoria e o
rei como um tolo.
Diante das dificuldades que se nos apresentam em nosso dia a
dia, devemos confiar em Deus e crer que Ele pode nos abençoar não importa onde
estejamos ou em quais circunstâncias nos encontramos. Deus te abençoe!
Parabéns pela iniciativa...serei um fiel propagador desta ideia fascinante:"Anunciar Jesus".
ResponderExcluirParabéns e que Deus te dê uma mente brilhante, mente brilhante cria pessoas fascinantes.
Bom dia,querido presbítero!
ResponderExcluirFico feliz por mais este espaço de bênçãos na Net!
Que Deus sempre o ilumine e dirija seus passos!