quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Sensibilidade de Deus no Copeiro do Rei

Por José Francisco da Silva


Não tenho a intenção de fazer uma narração histórica sobre a vida de Neemias, mas para empreender o que realmente proponho neste blog – lições para a vida mediante a Palavra de Deus – gostaria de situar você, no tempo e vida vivida por ele.

Neemias nasceu e cresceu na cidade Babilônica de Susã; era filho de exilados judeus que foram trazidos por Nabucodonosor em 598 a.C, aproximadamente. Era filho de uma família sacerdotal e em seu tempo, servia ao rei Artaxerxes I (Longímano). Em sua época, o império persa já havia dominado o império babilônico, por meio de Ciro I, por volta de 539 a.C.

Neemias era filho de Hacalias. No mês de quisleu, no vigésimo ano de Artaxerxes, estando ele na cidade de Susã, seu irmão Hanani veio de Judá. Perguntado sobre como estava o povo que não tinha sido exilado, Hanani respondeu que “o povo estava em grande miséria e desprezo e os muros de Jerusalém estavam derribados, e as suas portas, queimadas” (Ne 1:1-3).

Há muitas pessoas que são conhecidas por sua tristeza, outras por sua alegria. Neemias era conhecido por ser uma pessoa alegre (Ne 2:1-2). Mas quando soube dos relatos de Hanani, seu coração se entristeceu, seu espírito se abateu. Ele poderia simplesmente ignorar aquelas notícias e continuar vivendo sua vida que, pensando bem, não era ruim; o rei gostava dele.
Mas não, ele se incomodou sim, se entristeceu sim e lembrou-se que foi por causa do pecado de seu povo que Deus havia permitido tudo aquilo.

Então Neemias buscou a Deus, confessou o seu pecado e o de seu povo e em oração “lembra a Deus” das promessas feitas a Moisés (Ne 1:8-10). Deus ouve sua oração e o desperta para ser aquele por meio de quem a sorte de seu povo iria mudar e a cidade e seus muros iriam ser restaurados.

Quantas vezes nós temos chorado pela desgraça de nosso povo, de nosso irmão, de nossa igreja e nos entristecemos pela ruína de vidas às quais Deus ama? Vivemos num momento de êxtase e emoções “espirituais” e nesses momentos pedimos novas experiências a Deus, pedimos sinais, mas não nos colocamos realmente nas mãos dEle; é fogo de palha que logo se esvai, logo se apaga. Vivemos um amor fingido quando a Bíblia nos ensina a viver o contrário (1Pd 1:22); não perdoamos aos nossos devedores mas clamamos perdão a Deus todos os dias (Mt 6:14-15); não choramos com os que choram nem nos alegramos com os que se alegram (Rm 12:15). Neemias se sensibilizou com a desgraça de seu povo e deixou-se usar por Deus. Mas encontrou obstáculos.

Quem foi em todas as histórias da Bíblia que, usado por Deus, não sofreu perseguição? Quem seria infantil em pensar que o diabo ficaria de braços cruzados enquanto alguém está sendo usado por Deus? Todos, absolutamente todos quantos serviram com fidelidade padeceram perseguições e hoje não é diferente conforme está escrito: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3:12).

Com Neemias não foi diferente. Mesmo tendo cartas do rei Artaxerxes, levantaram-se contra ele Sambalate, Tobias e Gesém. O fogo que ardia no coração e alma de Neemias não fora apagado por esses filhos do diabo. Pelo contrário, essa perseguição serviu para que aprendesse e ensinasse aos seus a trabalhar vigiando, unidos num mesmo propósito. Ele dividiu o grupo que estava com ele: enquanto uns trabalhavam, outros vigiavam. Uma divisão que os mantinham unidos, um plano, uma estratégia.

Querido leitor, deixe seu coração arder em sensibilidade às coisas de Deus. Deixe Deus te usar para a restauração de vidas, restauração no aspecto para o qual Ele tem te chamado. Não sei qual é o chamado de Deus para você, mas sei que Ele tem te chamado. Não desista diante das barreiras que se levantarão, pois com certeza elas virão. Não se surpreenda se aqueles que se levantarem contra você forem alguém da sua própria casa, de sua própria igreja. Jesus era judeu e foi perseguido pelos tais; quem O traiu metia a mão com ele no mesmo prato.

Quero crer que esta leitura te fez bem e que de alguma forma sua vida e modo de viver e trabalhar para Deus foram mudados. Que possamos, depois de fazermos a vontade de Deus, termos a ousadia de dizer como Neemias disse a Deus: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz...”.

sábado, 2 de junho de 2012

O Oleiro e o Vaso – Deus e Jacó

Por José Francisco da Silva

Em 16 de janeiro de 1987 eu estava me apresentando – procedente da Fragata Defensora – ao Centro de Instrução Almirante Wandenkolk, para compor a Turma 1/87 do Curso de Formação de Sargentos da Marinha (C-FSG). Dentre meus colegas de curso, tinha um cujo nome era Walter.
Certo dia, falando para o Walter sobre Deus e seu grande plano de salvação em Cristo Jesus, no meio da conversa ele me disse: - Francisco, não acho justo Deus ter escolhido Jacó e ter rejeitado a Esaú... referindo-se ao relato bíblico de Gênesis 25:23.

Humanamente falando, Walter tinha razão. Os critérios humanos de escolhas são muito variados e vários aspectos são observados antes de se escolher alguém ou alguma coisa. Se Esaú era o primogênito, porque não foi escolhido? Porém, por não conhecermos de fato a Deus e não nos submetermos a Ele, como meras criaturas que somos, petulantes, temos a ousadia de colocarmos Deus no banco dos réus e julgá-Lo. Por pertencermos a uma raça (humana) decaída, não temos condições de julgar nem nossos pares (... és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas – Rm 2:1), quanto mais ao Criador. E quem disse que Deus precisa de critérios para escolher?

Há uma analogia sobre este assunto no Livro do profeta Jeremias (18:1-6) onde Deus se apresenta como Oleiro e nós, o barro. Em suma o texto nos informa que o oleiro tem total domínio sobre o barro e se este se quebrar sobre a roda durante o processo, ele o molda da forma como lhe convier. O oleiro é soberano sobre o barro assim como Deus é Soberano, não só sobre os homens, como também sobre toda a criação, visível e invisível. Entendemos, portanto, que Deus, em suas escolhas e determinações, é soberano para decidir. Em Rm 9:20 o apóstolo Paulo disse: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim”? Acredito que é uma questão de entendermos Quem é Deus e ao mesmo tempo quem somos nós. Se de fato entendemos, saberemos que Deus simplesmente É, e nós, não somos nada.

Sobre a escolha de Deus quanto a Jacó, veja só o que fala o apóstolo Paulo escrevendo aos romanos: “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Rm 9:13-16).

Deus escolheu você? Deus escolheu a mim? Qual critério Ele usou? Nenhum! Ele simplesmente usou Sua misericórdia sobre nós e nos salvou. Merecíamos a salvação? Claro que não! Ele olhou para a terra e não viu quem merecesse; todos, pecadores, injustos, cujo destino já estava determinado: a morte, o inferno (Rm 5:12). Mas aprouve a Deus escolher as coisas loucas e vis deste mundo, como está escrito: “... pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co 1:27-29).

Não se sinta digno de nada da parte de Deus, pois somos apenas barro. Peça a Deus que te transforme e faça de você um vaso de honra. Entenda que Deus é Soberano e que nós, por causa do pecado, não somos nada. Entenda que a única forma de sairmos desta velha natureza de pecados é sermos transformados por meio da morte, morte de cruz, a cruz de Jesus. Entenda que a cruz é a roda usada por nosso Oleiro, Deus, para nos transformar em verdadeiros filhos. Deus te abençoe!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O MOSQUITO, O CAMELO E A RAPOSINHA

Por José Francisco da Silva

Há grande diferença entre pecadO e pecadoS e esta diferença não está no grau, se singular ou plural. O primeiro é um mal que está enraizado em toda alma humana desde sua queda, por meio da desobediência, no princípio, quando Deus fez o primeiro casal. O segundo trata-se do fruto ou ações advindas por o homem estar contaminado com o primeiro.

Mas não quero falar sobre a diferença entre os dois; apenas os citei para esclarecer que ambos são bem distintos e que Deus tem formas diferentes de tratar com cada um. Meu objetivo é esclarecer aos leitores sobre o quão grave é dimensionar os pecados (ações), acreditando que seu grau de destruição ou nocividade está atrelado ao seu tamanho. Como conseqüência para nós, ou seja, nossa colheita por semear na carne - ou pecarmos – (Gl 6:8), é claro que tem grande diferença; mas para Deus, pecado é pecado. Falar mal de alguém fere tanto a santidade de Deus quanto esbofeteá-lo. Em Mateus 23:24 Jesus dá um exemplo de que tanto um quanto o outro são vistos por Deus como graves e indistintos quando diz para os fariseus: ” ...Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!” Ou seja, os fariseus se importavam com coisas que consideravam pequenas (coavam mosquito) e desprezavam as grandes (engolis camelo). Vemos claramente aqui Jesus dimensionando o pecado, mas mantendo para ambos o mesmo grau de perigo e ofensa á santidade de Deus.

O que ocorre conosco hoje é o contrário: Coamos os camelos e engolimos os mosquitos. Os pecados que consideramos crassos, desses nos afastamos e dificilmente (?) caímos nele. Porém, temos o grave erro de não considerar pecado aquilo que verdadeiramente é e com isso desagradamos a Deus, entristecemos Seu Espírito e atravancamos nosso crescimento espiritual e vida de santidade.
Isso ocorre porque pesamos os pecados em nossas próprias balanças e medimos com cânones humanos para de alguma forma, satisfazermos nossos desejos pecaminosos, enganando-nos e pensando estar enganando a Deus. Ao invés disso, deveríamos ver o pecado pela “lupa” das Escrituras e medi-los com o Cânon da Palavra de Deus. A falta desta percepção em nós indica o quanto estamos alheios aos ensinamentos e conhecimentos da voz de nosso Senhor.

Fico sinceramente triste quando vejo no facebook (de pessoas que se dizem evangélicas), palavras e imagens que nitidamente envergonham o Evangelho e entristecem a Deus. Fico deveras preocupado quando ouço ou leio alguém afirmar que não há mal algum em ouvir a música “Ai se eu te pego” de Michel Teló. Esta música faz apologia ao sexo banal e mundano. Esta música – assim como as demais do gênero – são fomentadas pelo diabo nos corações de quem as compõem e cantam. Se não estão percebendo isso é porque estão longe da Luz que clareia para mostrar. Sinceramente vejo um camelo de todo tamanho enquanto muitos, nem mosquito estão vendo.

Quem causa maiores danos à vinha? Uma raposinha ou um rapozão? De imediato achamos que uma raposa adulta causa mais danos. No entanto, por não considerarmos os prejuízos que uma raposinha pode causar, a deixamos à vontade e, quando nem percebemos, o estrago já está feito. No Livro de Cantares há um verso que diz: ...Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor (Ct 2:15).

Querida amiga e amigo, seu coração - em Jesus - deve estar florindo ou florido. Não permitas que seu lindo vinhedo seja devastado pelo pecado. Se ele se apresentar como um camelo ou grande raposa, pelo conhecimento do Evangelho, extirpa-os. Se ele se apresentar sorrateira e sutilmente em forma de mosquito ou raposinha, use a mesma arma! Use a Palavra de Deus e viva uma vida que agrade a Deus, uma vida de santidade. Deus te dê forças e te abençoe!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sem Amor e Misericórdia, Por Onde Andará o Sacrifício e o Louvor?

Por José Francisco da Silva

A Bíblia está recheada de passagens que mostra o povo de Israel endurecendo seu coração e se afastando de Deus; mostra também este mesmo povo voltando ao Senhor quando o aperto se abatia contra eles. Essa atitude desagrada em muito ao Senhor, pois demonstra a fraqueza de sua fé, a falta de amor verdadeiro e inteira falsidade quando dEle se aproximam com lisonjas. Em Juízes 10:10-14 vemos uma situação em que Deus simplesmente diz para eles: “...ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo de vosso aperto. Mesmo depois de Deus os livrar, eles O deixavam e serviam aos deuses dos povos em redor.

Além do pecado de se esquecerem de Deus, esqueciam-se também de Sua Palavra. Por mais enfático tenha sido o Senhor em lhes dizer que era necessário amá-Lo de todo o coração, com toda sua alma e forças e também amar ao próximo como a eles mesmos (Dt 6:5 e Lv 19:18), transgrediam quando não alimentavam a misericórdia em seus corações, misericórdia esta que desejam para si mas não tinham para dar.

Quando se aproximavam de Deus para oferecerem holocaustos e sacrifícios desprovidos de misericórdia, Deus lhes falava: ...pelo que quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue (Is 1:15).

Deus já falara a Saul pela boca do profeta Samuel: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros (1Sm 15:22). Para este mesmo povo Deus fala por intermédio do profeta Oséias: “...pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocausto (Os 6:6).

Ninguém engana a Deus. Não pensemos que Deus aceita falso louvor, falso amor, falsa dedicação, falsa oração. Por Sua natureza santa, pura, reta... Deus somente aceita o perfeito, puro e santo e isto jamais poderemos oferecer a Ele de nós mesmos, porém, movidos pelo Espírito Santo. Foi por isso que Ele disse que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade.

Meu querido irmão, nosso amor a Deus deve ser genuíno, verdadeiro; aquele mesmo amor que havia em Cristo Jesus (Fl 2:5) o mesmo que foi derramado em nossos corações pelo Espírito que nos foi dado (Rm 5:5). Que nosso amor a Deus não seja como aquele falso amor oferecido pelo povo de Israel na época do profeta Oséias,... amor como nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa (Os 6:4). Que nosso amor a Deus seja demonstrado em atitudes de perdão, de misericórdia, de obediência e de desejar ardentemente agradar ao Senhor, crendo nEle e nEle confiando.

Ofereçamos a Deus um amor verdadeiro!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens (Mt 5:16).

Por José Francisco da Silva
Nota: Eu havia escrito esta matéria como uma Nota em meu facebook. Então resolvi trazê-la pra cá onde mais pessoas poderão ter acesso. Então, faça uma boa leitura! Obrigado!
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É interessante aquele momento em que, quando vamos dormir, apagamos a luz. Fica muito escuro e às vezes, para chegar à cama, precisamos tatear para não tropeçar. Deitamos, fechamos os olhos (– caramba que “breu”!), e dormimos.
     
 Mas se temos um aparelho eletrônico no quarto, que mesmo desligado fica com aquele pequenino led aceso, gradualmente, aos poucos, nossos olhos vão se apercebendo dos tímidos lúmenes emitidos por aquele tênue ponto de luz; mesmo sendo muito fraquinha, aquela pequena luz nos permite ter noção de tudo o que tem no quarto e a andar sem tatear.
     
Jesus certa vez disse que Ele É a Luz do mundo. E Ele É!
Mas Ele ressuscitou e foi para o céu de onde em breve retornará; e para não deixar o mundo sem a Sua luz, Ele colocou em nós um pouco dela e nos disse: - “vós sois a luz do mundo...” (Mt 5:14a).
No caso do led de que acabei de mencionar acima, ele foi feito para emitir somente aquela quantidade de luz, e embora seja tão fraquinha, como clareia à noite não é mesmo?
     
Mas quanto a nós, Deus quer que brilhemos. A quantidade de luz que refletimos por meio de nossas vidas é proporcional ao quão perto ou afastados estamos de Deus, ou, em outras palavras, do quão intensas estão as chamas do Seu Espírito em nossa vida. Eu falo sobre a intensidade da chama do Espírito Santo em nós porque elas podem, dependendo da forma como estamos vivendo – numa vida de santidade ou de pecado – estar como grandes labaredas, uma pequena chama ou um tição apenas morno, quase apagando. O apóstolo Paulo em 1Ts 5:19 diz: “Não extingais o Espírito”.
     
Há bem pouco tempo, a exemplo do que vem ocorrendo com alguns animais, falou-se muito sobre a extinção do mico-leão-dourado. Este mico quase chegou à extinção e isso não se deu de uma hora pra outra: houve todo um processo aonde a espécie ia sendo morta, vendida e exportada. Assim mesmo acontece com o Espírito Santo que habita em nós: se não voltarmos os nossos olhos a Deus e dedicar dia após dia nossas vidas em Seu altar, Ele, o Espírito Santo, vai se extinguindo (1Ts 5:19) e conseqüentemente, a luz que está em nós, apagando.
     
Lembram-se de Moisés, quando  ele desceu do monte onde esteve quarenta dias na presença de Deus? Caramba, seu rosto brilhava! (Êx 34:29). O rosto de Moisés resplandecia porque ele esteve com Deus, pertinho de Deus, ouvindo a Deus, sentindo Deus. Quem não gostaria de ter tido a experiência que Moisés teve? Mas se pensarmos bem, nós somos mais privilegiados do que Moisés, do que os patriarcas, sacerdotes, reis, profetas porque eles... desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.(Lc 10:24).
     
Todos esses grandes homens do passado quando queriam algum contato com Deus o faziam buscando um sacerdote, um profeta ou mesmo indo ao templo. Mas depois que Jesus Cristo veio, morreu e ressuscitou, para não nos deixar órfãos nos deixou o Espírito Santo. Sendo assim, DEUS VEIO A NÓS; ELE MORA DENTRO DE NÓS; NÓS SOMOS O SEU TEMPLO, O SEU SANTUÁRIO. Isso é lindo, é demais, é maravilhoso: Deus habita em mim, aleluia!

Espere, Deus É Luz e mora em mim! Se é assim (e é!), então eu devo resplandecer a Sua luz! Nesse momento de densas trevas por que passa o mundo, deixemos a luz de Deus resplandecer em nosso rosto, em nossa vida. Não deixe seu cônjuge na escuridão, brilhe e mostre para ele o caminho; brilhe para seus filhos, seus amigos e seus inimigos! Brilhe para seus colegas, patrão, pais, mestres... deixe que todos vejam Jesus por meio da luz que há em você. Brilhe, pois você é filho da Luz!

Efe 5:8 - Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz;
1Ts 5:5 - Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Carta a um Amigo

Por José Francisco da Silva


Caro amigo...
Servir a Jesus não é fácil, principalmente quando não conseguimos vencer nossos próprios instintos e desejos naturais. Para servirmos a Jesus somos levados, pelo conhecimento da Palavra de Deus - a Bíblia -, a termos que ser diferentes das demais pessoas, e aí está uma grande dificuldade, não é mesmo?

Acredito que você tenha tido dificuldades para ser diferente daqueles colegas de escola que gostam tanto de tantas coisas que nos é vedado servindo a Jesus. Mas esta dificuldade é normal porque nós não podemos concorrer na mesma devassidão em que eles vivem (1Pd 4:4). Como podemos interagir com pessoas de cujas bocas só sai o que não presta, torpezas e tudo quanto desagrada a Deus? Como podemos ser amigos de pessoas que estão afundadas na pornografia, pessoas cujos celulares, computadores e "nots" estão cheios de filmes pornôs e fotos mostrando sexo de todos os tipos? Como compactuar com pessoas de cujos lábios só sai mentiras e enganos? As pessoas que não servem ao Senhor é que devem achar impossível ser amigo ou ter como contato alguém que respira a Bíblia, ama a Deus de todo o coração (meeesmo!) e é tido como "chato" por viver para agradar a Deus, não é verdade?

De fato amigo, não é fácil servir a Deus. Mas Ele nunca nos enganou; Ele disse que passaríamos por grandes dificuldades, seríamos tidos como loucos e muitos nos abandonariam. Mas mesmo assim devemos amar a Jesus! Ainda que o mundo inteiro se levante contra nós, devemos amá-Lo porque Ele nos amou nos substituindo na morte,  nos concedendo a Sua vida.

Eu não digo infelizmente, mas... FELIZMENTE muitos não gostam de mim e rilham seus dentes contra mim. Fizeram assim com o meu Senhor e eu não sou e jamais serei melhor do que Ele. Talvez você nem entenda o porquê de eu te escrever essas linhas, mas senti o desejo e creio que me veio da parte de Deus para alertá-lo de que agora que estamos em Cristo, todas as coisas que fazíamos, as obras das trevas, ficaram no passado, no reino das trevas de onde Jesus nos tirou... as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo em nós (2Co 5:17). Morremos para o mundo juntamente com suas paixões (1Pedro 1:14; 2:11; 4:2).


Portanto meu caro amigo, reavalie sua vida, seus passos e sua conduta e veja se de fato tens agradado a Deus com seu modo de viver, porque foi para agradá-Lo que fomos chamados.


João 15.20   "Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa."

quinta-feira, 29 de março de 2012

O amor de Deus me enche o coração

Por José Francisco da Silva



Acordei agora cedo e rodei aquela antiga música de Asaph Borba "O Teu Amor". Então me comovi em meu espírito e senti a doce presença do amor de Deus em meu coração e agradeci ao Senhor porque o seu amor, como bálsamo, tem inundado meu coração e por causa deste amor, meu corpo, alma e espírito exultam diante dEle, isentos de qualquer vestígio de ódio.
     
Há muito se tem falado que o ódio é um grande causador de doenças e males do corpo e da alma, mas o mundo corre atrás dos remédios químicos, se esquecendo alguns e nem sabendo tantos, que a solução para muitos desses males é Jesus Cristo, a expressão máxima do amor de Deus para conosco. Enquanto o ódio ou qualquer outro sentimento isento da expressão de Deus mata, corrompe, desune e destroi, o amor de Deus nos restaura deixando em nós uma sensação gostosa de paz e realização em todos os sentidos, independente das circunstâncias.
     
O que me preocupa é ver tanta gente que diz estar com Deus, diz estar servindo a Deus, indo à casa de Deus... e é Deus pra lá, Deus pra cá... mas são pessoas desprovidas do amor de Deus e consequentemente, desprovidas de Deus.
     
Se não coseguem amar ao irmão que está diante de seus olhos, como amarão a Deus a quem não vêem (1Jo 4:20)? Onde está o amor que Deus mandou que estivesse em seus corações, o mesmo sentimento que também houve em Cristo Jesus (Fp 2:5)?
     
O assunto se torna ainda mais sério quando entendemos o significado das palavras de Jesus em Mt 5:22: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo". Portanto, a coisa é mais séria do que possamos imaginar. Não amar e deixar os sentimentos contrários nos moverem contra as pessoas a quem deveríamos amar, seja por ações ou palavras, nos trarão conseqüências terríveis: Julgamento no tribunal de Cristo e fogo do inferno. É o que está escrito. Deus vê tais sentimentos e consequentes ações como se um estivesse matando o outro.

É tão bom quando unimos nossos corações e nos abraçamos com sincero sentimento de amor. É tão bom buscarmos em nossa memória e não acharmos ninguém a quem não amamos. É tão bom ter a certeza de que verdadeiramente temos o amor de Deus DERRAMADO em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado (Rm5:5). É tão bom sermos livres para perdoar e pedir perdão.

Na verdade muitas vezes amamos aqueles que pensamos merecer o nosso amor; amamos aqueles que nos amam, aqueles que gostam de nós, que falam bem de nós, que não nos importunam, nossos "amigos". Porém, esse sentimento que devotamos a uns em detrimento de outros, não é amor; é, na verdade, um sentimento doentio, interesseiro e maligno pois nasce de raízes humanas. O verdadeiro amor, o amor provindo de Deus, ama a Deus em primeiro lugar e depois ao próximo não importando quem é este próximo. A Bíblia diz que Deus nos amou quando nós éramos ainda seus inimigos (Rm 5:10). Isso implica em que nós, assim como Deus fez, devemos amar - inclusive - nossos inimigos. Assim fazendo e vivendo estaremos cumprindo a lei de Cristo (Gl 6:2), a lei do amor.

1 João
4.7   Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
4.11   Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.

Lucas
6.27   Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam;
6.35   Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus.